quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Miomectomia a Laser: a evolução da técnica

O LASER, sigla para Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, já possui ampla aplicação na medicina, inclusive em procedimentos cirúrgicos de diversas especialidades. No entanto, suas aplicações na ginecologia até os dias atuais eram relativamente restritas e pouco difundidas. Mas, com a evolução tecnológica dos equipamentos geradores do Laser e a expertise crescente dos cirurgiões mundo afora, hoje podemos dizer que o LASER também é uma realidade na cirurgia ginecológica. 


No tratamento dos miomas, utilizamos o Laser de Diodo de alta tecnologia com uso de uma fibra ótica para direcionar o feixe de luz terapêutico diretamente sobre o tecido. Esta técnica se apresenta bastante segura e com inúmeros benefícios, mais notavelmente na miomectomia uterina. 

O uso do Laser na miomectomia uterina representa a grande evolução da técnica tradicional, substituindo o antigo bisturi elétrico monopolar na incisão uterina para acessar os miomas e, em seguida, retirá-los. 


E as vantagens são bastante evidentes, como menor risco de queimaduras, menor dano ao tecido uterino sadio, maior precisão de corte e maior poder de coagulação dos vasos sanguíneos. 


Consequentemente temos uma cirurgia com menor sangramento intraoperatório, aumentando ainda mais as chances de preservação do útero e da fertilidade, assim como uma recuperação mais rápida. 

No vídeo a seguir demonstramos como o LASER é utilizado na miomectomia uterina por laparotomia realizada pelo Dr. Michel Zelaquett e equipe do Centro de Mioma

Vale ressaltar sua aplicabilidade também nas cirurgias laparoscópicas e histeroscópicas, com igual benefício.




sexta-feira, 9 de outubro de 2015

“1 em cada 5 histerectomias são desnecessárias” – afirma estudo.

Nos Estados Unidos, a histerectomia é a segunda cirurgia mais realizada entre as mulheres, estando atrás apenas da cesariana. Cerca de 1 em 3 mulheres será submetida a histerectomia até os 60 anos de idade. Mas, segundo um novo estudo, 1 em cada 5 mulheres nos Estados Unidos pode ter sido submetida a retirada do útero desnecessariamente. Miomas uterinos, sangramento uterino anormal e endometriose são cerca de 68% das cirurgias para retirada do útero por doenças benignas. Apesar das taxas de histerectomia terem tido uma redução de 36,4% entre 2003 e 2010, ainda são realizadas anualmente mais de 400.000 histerectomias nos EUA.

No entanto, as adequações das indicações da histerectomia é uma preocupação cada vez maior no meio médico. Tanto que “guidelines” (diretrizes) do American College of Obstetricians and Gynecologists afirmam que os ginecologistas devem recomendar as pacientes com doenças benignas do útero tratamentos alternativos antes de serem submetidas a uma histerectomia.

O estudo publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology pelo Dr. Morgan e colaboradores analisou justamente o uso de tais tratamentos alternativos para mulheres com condições uterinas benignas e se a patologia diagnosticada após a histerectomia justificava o tratamento cirúrgico para retirada do útero.

Ao longo de 10 meses no ano de 2013, os pesquisadores analisaram os prontuários médicos de 3.397 mulheres de 52 hospitais de Michigan que se submeteram a uma histerectomia para doença ginecológica benigna, incluindo miomas uterinos, endometriose, sangramento uterino anormal e dor pélvica.

Neste estudo foi observado que em quase 40% das mulheres não foram oferecidos tratamentos alternativos antes da histerectomia.

Além disso, em quase 20% das mulheres, os achados patológicos pós-operatórios não sustentaram a indicação da retirada do útero, indicando que a cirurgia foi totalmente desnecessária.
Menos de 30% das mulheres sofreram algum tratamento antes da histerectomia. E, as mulheres com menos de 40 anos de idade eram mais propensas a receberem um tratamento alternativo.

As mulheres com até 40 anos também foram mais propensas e terem uma histerectomia desnecessária. A retirada do útero foi desnecessária em 37,8% das mulheres com menos de 40 anos, em comparação com 12% das mulheres com idade entre 40 e 50 anos e 7,5% das mulheres acima dos 50 anos de idade.

Os achados deste estudo fornecem evidências de que as alternativas de tratamento que poderiam evitar uma histerectomia em patologias benignas, como os miomas uterinos, são definitivamente subutilizadas. E, justamente as mulheres em período fértil são as que mais sofrem por terem tido seu útero retirado desnecessariamente.

Então, para reverter estes dados cabe a nós médicos a devida capacitação para oferecermos as nossas pacientes todas as alternativas de tratamento SEM a retirada do útero sempre que possível. E cabe a vocês, pacientes, se informarem e exigirem dos seus médicos estes tratamentos, quando cabíveis ao seu caso.



Referência: Use of other treatments before hysterectomy for benign conditions in a statewide hospital collaborative, Daniel Morgan, et al., A J Obstet Gynecol, DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.ajog.2014.11.031, published online 23 December 2014, abstract


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Efetividade da cirurgia para miomas

Muitas mulheres acabam enfrentando, em alguma fase de suas vidas, algum tipo de problema relacionado aos miomas. Indetectáveis pelo olho humano, esses miomas, quando volumosos, podem distorcer o útero e não estão associados ao risco de câncer de útero, considerando que quase não se transformam em câncer. Como tumores benignos, os miomas surgem durante a idade fértil, afetando cerca de 50% das mulheres na faixa etária dos 30 aos 50 anos.
No tratamento de miomas, em casos específicos, o recomendado a ser feito é a realização de uma miomectomia, uma cirurgia responsável pela retirada de miomas e restabelecimento da anatomia normal do útero. Mesmo após uma cirurgia desse tipo, miomas uterinos ainda podem ser encontrados em ultrassonografias de rotina, mas sem apresentar quaisquer sintomas que possam colocar em risco a saúde da mulher.
Para entender mais sobre a importância da miomectomia e esclarecer algumas dúvidas sobre a efetividade da mesma em sua vida, saiba mais sobre o assunto, desvendando possíveis mistérios sobre a “volta de miomas”.


Os miomas voltam após uma miomectomia?

É difícil acreditar que uma cirurgia possa não ser efetiva no combate permanente de algum tipo de problema de saúde, portanto, entramos na mesma linha de raciocínio quando falamos da efetividade da miomectomia: Uma vez retirados numa cirurgia, os miomas não voltarão.
O aparecimento de novos miomas ou recidiva dos miomas pode surgir, entretanto, após o tratamento cirúrgico, considerando que somente 1/3 dessas mulheres nesse tipo de situação acaba tendo que contar com tratamentos adicionais para miomas.

Apenas 11% das mulheres que realizam cirurgias para retirada de mioma único precisam realizar novas cirurgias dentro de 10 anos. Às que retiram miomas múltiplos, a estatística de cirurgia subsequente sobe para 26%.


Quem tem menor risco de realização de nova miomectomia?

Às mulheres que já enfrentaram a cirurgia e estão com medo de enfrentar o problema de novo, o grupo de risco mais baixo está entre as que estiverem próximas de entrar na menopausa, pois nessa situação, não há tempo suficiente para que novos miomas apareçam entre sua última retirada e a entrada nesta fase. Ou seja, as mulheres acima de 40 anos que são submetidas a miomectomia uterina estão praticamente livres de enfrentarem o mesmo problema outra vez.
Outro grupo distante do surgimento de novos miomas após uma miomectomia é o de mulheres que engravidam após a cirurgia, pois estudos revelam que o parto é um bom fator na diminuição de risco de novos miomas.
Em contrapartida, o risco de novos miomas aumenta nos casos de mulheres que apresentam um grande número deles na primeira cirurgia, fator que sugere uma predisposição genética maior ao aparecimento de novos miomas.


29% das mulheres com miomas remanescentes sofreram falhas de remoção destes durante a cirurgia.


O uso de medicações pode atrapalhar a efetividade da cirurgia?

Em algumas situações, sim, pois o uso de medicações para diminuir os miomas como pré-operatórios de miomectomias podem acabar diminuindo o volume dos miomas, dificultando sua retirada durante as cirurgias. Sendo assim, estas medicações estão mais indicadas em miomas únicos e em caso de anemia severa, refratária aos tratamentos convencionais, que impossibilita o tratamento cirúrgico.

quinta-feira, 5 de março de 2015

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE MIOMAS


 Palestra gratuita no dia 09/03/2015 às 20 horas com Dr. Michel Zelaquett
Assista do seu computador, celular ou tablet!








Dr. Michel Zelaquett, médico ginecologista e diretor do Centro de Mioma, vai falar sobre algumas das principais dúvidas que responde em seu consultório:

• Quando tratar os miomas?
• Quando não tratar os miomas?
• Qual o melhor tratamento para os miomas?
• Tratamentos medicamentosos
• Uxi amarelo e Unha de gato
• Miomectomias
• Embolização dos miomas
• Retirada do útero. Quando?

Participe!

Inscrições gratuitas:
Clique Aqui

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Dr. Michel Zelaquett no Sem Censura (2014)


Em maio de 2014 Dr. Michel Zelaquett esteve novamente no programa Sem Censura da TV Brasil, sendo entrevistado pela apresentadora Leda Nagle.
Assista e veja o que você precisa saber sobre os miomas uterinos:


segunda-feira, 2 de junho de 2014

A influência do estresse no tratamento dos miomas

Muitas pesquisas comprovam cientificamente que o seu modo de vida determina malefícios e benefícios relacionados à sua saúde. Com o mioma, doença cuja causa ainda não é totalmente conhecida e com ocorrência em mais de 80% das mulheres em idade fértil, não é diferente.

Alimentação, boa ou má, atividade física frequente ou não, e o nível de estresse são elementos que podem atuar positiva ou negativamente na vida da mulher, inclusive no surgimento e crescimento dos miomas. O último destes elementos citados, o estresse, é um fator que pode influenciar bastante a prevenção ou o desenvolvimento dos miomas e seus sintomas.

Hoje todos estão sob efeito de diferentes tipos de estresse e por isso, é extremamente importante tomar providências para amenizar causas e efeitos do estresse. Praticar atividades físicas variadas, alimentação regulada e atitudes que aliviem o estresse, por exemplo, são medidas que aumentam muito a qualidade de vida, prevenindo ou auxiliando no tratamento de doenças como o mioma.

Miomas x estresse

Ainda que nenhuma pesquisa tenha demonstrado factualmente que o estresse seja uma das causas do surgimento do mioma, outras tantas o apontam como um fator de risco associado para mulheres com a doença. Os efeitos do estresse na vida das mulheres ainda estão sendo estudados; os médicos especializados, contudo, são categóricos ao afirmar que o estresse aumenta significativamente os níveis do fator de crescimento tumoral, uma substância produzida pelo nosso organismo capaz de fazerem os miomas crescerem com maior rapidez. Assim, quando estão sob fatores de estresse severos, como perda de um ente querido, separações, casos de doença grave na família, demissões ou emprego novo, mulheres com miomas podem surpreender-se com crescimento rápido de seus miomas.

O estresse pode intensificar a dor ou tensão muscular, que, por sua vez, pode se acumular em áreas como a região lombar, pélvis, ombros e braços, causando fadiga generalizada e dor de cabeça. A redução do estresse atenua esses sintomas, e, mais ainda, ajuda a normalizar o momento de liberação dos hormônios da mulher, já que, quando em níveis altos, ele pode atuar quimicamente nas suas glândulas, interferindo negativamente no seu ciclo menstrual.

É verdade que não se pode controlar a ocorrência de sangramento ou dor quando os miomas já estão alojados no útero, mas se pode ter a capacidade de instituir mudanças de estilo de vida que atuem na redução do nível de estresse na sua vida, o que certamente irá controlar esses sintomas ou até mesmo preveni-los.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Perder ou não o seu útero? Eis a questão.

No ano de 2013, segundo levantamento realizado junto ao DATASUS, foram realizadas 105.093 histerectomias (cirurgia para retirada do útero) no Sistema Único de Saúde (SUS). Dessas, 96.917 são classificadas como histerectomias para patologias benignas, sendo a principal doença benigna os miomas uterinos. Também num levantamento junto ao DATASUS, em 2013, foram realizadas apenas 5.267 miomectomias (cirurgia para retirada somente dos miomas).

Analisando esses dados, a principal conclusão que tiramos é que, infelizmente, a grande indicação para tratamento dos miomas uterinos ainda é a retirada do útero.

Os defensores da histerectomia até podem argumentar que muitas dessas mulheres já possuíam a prole completa, ou seja, já tinham filhos e não desejavam ter mais. Mas o fato é que, independentemente do fato da mulher ter sua prole completa, será que foi perguntado a cada uma dessas 96.917 mulheres se elas queriam preservar o útero? Ou seja, quantas vezes o direito da mulher de querer preservar o seu útero numa doença benigna foi respeitado?

E mais, será que também foram oferecidas outras opções de tratamento que preservasse o útero? Será que essas outras opções estavam disponíveis? Se não estavam, por quê? Por que somente 5.267 mulheres tiveram seu útero preservado? O que fez o destino dessas ser diferente das demais? Será que foi somente o desejo delas em preservar o útero, talvez visando uma gravidez? Ou será que elas caíram nas mãos de serviços médicos de excelência com cirurgiões empenhados e capacitados em preservar seus úteros?
Bem, são perguntas para as quais devemos sempre buscar respostas. Principalmente, porque, cada vez mais, mulheres desejam preservar seu útero, mesmo que não tenham o desejo de gestar. Hoje, as mulheres sabem que estão diante de uma doença benigna e sabem também da existência de tratamentos que melhorem a qualidade de vida ao mesmo tempo que preservam o órgão. Mas, perder o seu útero, infelizmente, pode não ser uma questão apenas de opção da mulher. Está claro que, muitas vezes, é uma questão da falta de opção. Da falta de lhe oferecerem a opção. Da falta de terem a opção. Ou pior, da falta de saberem a opção.

Acredito que criando uma massa crítica de mulheres bem informadas acerca dos miomas uterinos e das alternativas de tratamento que preservem o útero, poderemos mudar a postura do profissional médico diante da mulher com mioma uterino e, quem sabe, aumentarmos o número de mulheres que têm seu útero preservado no tratamento dos miomas.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Miomas: quando não tratar?

Sabemos que os miomas acometem até 80% das mulheres na idade fértil. No entanto, apenas cerca de 30% deste percentual apresentam sintomas que necessitam de tratamento.

A pergunta nem sempre é quando tratar os miomas, mas quando não tratar?  
 
A necessidade de responder esta pergunta me ocorreu principalmente após receber cada vez mais em meu consultório mulheres com múltiplos e volumosos miomas em que o ginecologista apenas indicou acompanhá-los. Talvez por falta de preparo, talvez por falta de confiança em indicar um tratamento adequado que garanta o tratamento dos miomas sem a retirada do útero. Assim, muitas portadoras de miomas que tem sua qualidade de vida visivelmente alteradas acabam por retardar o tratamento dos miomas, perdendo muitas vezes o momento ideal de tratar os miomas com a preservação do útero e através de tratamentos menos invasivos.

Classicamente, os miomas que não causam sintomas não precisam de tratamento. No entanto, esmiuçar os sintomas é uma obrigação por parte dos ginecologistas. Isto porque mulheres que possuem poucos sintomas, tendem a negligenciá-los.

A adaptação a discretos aumentos do fluxo menstrual e das cólicas é muito comum. Utilizar absorventes maiores, trocá-los com mais frequência e aumento do uso de analgésicos durante a menstruação pode ser um indicativo. Pequenos aumentos da circunferência abdominal também não trazem desconfiança, pois muitas vezes é atribuído ao aumento de peso. Assim, como as idas mais frequentes ao banheiro para urinar também incomodam pouco, porque a tendência acaba sendo ingerir menos líquidos para evitar este sintoma, principalmente quando sabidamente ficará longos períodos na rua ou em viagens longas, onde o acesso aos sanitários é mais difícil. A dor durante as relações sexuais também pode surgir de maneira bem insidiosa, pois quase sempre melhora com a mudança da posição e poucas vezes é incapacitante. Além do mais, quando não perguntadas, muitas mulheres não comentam este sintoma com seu ginecologista, fazendo-o não prosseguir na investigação. E, a infertilidade causada pelos miomas. Bem, essa acaba sendo percebida somente quando a mulher efetivamente tenta engravidar. Ou seja, a dificuldade para engravidar pode perdurar por anos, até que seja diagnosticada. No entanto, com exames mais específicos não fica difícil diagnosticar os miomas que realmente causam infertilidade, mesmo os que não causam nenhum outro sintoma. Não raro, mulheres com infertilidade acabam diagnosticando os miomas como causa ao procurarem as clínicas de reprodução assistida para fazer uma fertilização in vitro ou uma inseminação artificial.

Ter certeza que o mioma não causa nenhum sintoma é o primeiro passo para pensarmos que não há a necessidade de tratá-lo. O segundo passo está no diagnóstico preciso do tamanho e da localização dos miomas, através principalmente de uma ressonância magnética. Em geral, miomas com tamanho superior a 5 centímetros causam sintomas. Mas mesmo quando não causam é prudente tratá-los, isto porque estes miomas dificilmente estabilizam neste tamanho e tendem a crescer continuamente, exceto na menopausa. E, num mioma deste tamanho, na maioria das vezes, é possível lançar mão de um tratamento minimamente invasivo, como a embolização dos miomas e a miomectomia por laparoscopia.

Uma vez decidido não tratar os miomas, estabelece-se como será o acompanhamento e o intervalo deste. Feito o diagnóstico preciso do tamanho, do número e da localização dos miomas, a estratégia inicial deve ser observar num intervalo curto de tempo (em até 6 meses) o comportamento dos miomas. Se a mulher já fizer uso de anticoncepcional podemos mantê-lo. Se não fizer uso, tendemos a não introduzi-lo, para justamente observar se há ou não o crescimento do mioma neste período sem qualquer interferência do hormônio exógeno.

No retorno, conduzir o acompanhamento com novos exames de imagem que tragam confiança nas medições do mioma. Se não houver crescimento, segue-se o acompanhamento, podendo ser a cada 6 meses ou até 1 ano. Se houver, investiga-se sobre o aparecimento de sintomas e pode-se tentar inicialmente trocar ou introduzir o uso do anticoncepcional na tentativa de frear o crescimento do mioma. Em crescimentos mais agudos, parte-se logo para um tratamento comprovadamente mais eficaz.

Contudo, o acompanhamento dos miomas não deve consistir em apenas pedir para a paciente retornar após algum tempo com uma simples ultrassonografia. Informar e orientar de maneira que ajude na estabilização do tamanho do mioma é uma obrigação. As orientações devem sempre pairar sobre dicas de alimentação, manutenção ou perda de peso, realização de atividades físicas e medicamentos ou suplementos alimentares que devem ser evitados, sempre com o intuito de evitar o crescimento dos miomas.

Fonte: http://centrodemioma.com.br/miomas-quando-nao-tratar/

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Fígado: um grande aliado no combate ao mioma


O mioma é um problema que causa muita preocupação nas mulheres, especialmente naquelas que ainda desejam realizar o sonho de ser mãe, pois alguns tratamentos para este tumor benigno são invasivos, podem ser inadequados e até mesmo podem levar a retirada do útero da paciente, se não acompanhados e conduzidos adequadamente por médicos especializados e experientes.

Embora as causas dos miomas não sejam completamente conhecidas, mudanças comportamentais e de hábitos alimentares comprovadamente ajudam a combatê-los. Ter uma alimentação balanceada, livre de gorduras, principalmente aquelas presentes em comida processada; ter uma rotina semanal de exercícios físicos para a manutenção do peso e combater o stress; e ter hábitos que não prejudique sua saúde, como fumar e beber em excesso, são algumas medidas adjuvantes ao tratamento dos miomas.

Sabe-se que o acentuado desequilíbrio nos níveis de estrogênio no corpo feminino, que pode ser motivado por diversas razões como a gravidez ou o uso de anticoncepcional, aumenta a possibilidade do rápido crescimento do mioma. O ganho de peso, com ingestão de gordura saturada, também é um perigo quando o assunto é mioma, já que a gordura periférica, principalmente aquela depositada no abdome, quadril e coxas, produz e armazena estrogênio.

Nesse sentido, o fígado é talvez o órgão de maior importância no combate ao mioma, pois ele é ao mesmo tempo o responsável por metabolizar as gorduras ingeridas na alimentação, e pela metabolização e eliminação do estrogênio do corpo – como já foi dito, dois dos fatores fundamentais para o desenvolvimento do mioma. Portanto, um fígado saudável remove o excesso de hormônios e toxinas do corpo, sendo por isso essencial que a mulher o trate com muito cuidado, através de uma dieta apropriada.

A dieta tem que eliminar completamente gorduras encontradas em carnes vermelhas, embutidos (por exemplo: salsicha, linguiça, salame e mortadela) e produtos lácteos, e aumentar o consumo de fibras encontradas em frutas, legumes, verduras e cereais, assim menos gordura ingerida, será menos gordura absorvida pelo intestino. Portanto, o fígado será menos sobrecarregado na metabolização das gorduras e se ocupará com mais intensidade do processamento do estrogênio. A cafeína, por exemplo, pode influenciar na produção e no equilíbrio hormonal por interferir na capacidade do organismo de utilizar as prostaglandinas, que são essenciais na produção dos hormônios. Além disso, a cafeína também compromete a capacidade do fígado de metabolizar o estrogênio, promovendo um desequilíbrio hormonal ainda mais evidente. O álcool também é especialmente perigoso, já que sobrecarrega o funcionamento do fígado, prejudicando a metabolização dos hormônios. Alimentos como alcachofra, alguns chás, e outros ricos em vitamina B6 são recomendados já que ajudam o fígado a trabalhar melhor.

Ou seja, o fígado é um aliado indispensável adjuvante no tratamento dos miomas; se bem cuidado, seguindo todas as recomendações médicas, não sobrecarregando seu funcionamento com o aumento da ingestão de alimentos indesejáveis, ele pode ajudar a estabilizar o tamanho do mioma ou até mesmo diminuir as chances de novos miomas surgirem após tratamentos que preservem o útero, como a miomectomia e a embolização dos miomas.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Impactos emocionais do mioma uterino – a perda da qualidade de vida


A literatura médica aponta para uma série de sintomas clínicos que as mulheres portadoras de miomas uterinos podem apresentar. Tais sintomas diferem de paciente para paciente, de acordo com uma série de aspectos, entre eles o tipo de mioma, a localização, o tamanho e a quantidade apresentada. 
Concordando com o que muitos pesquisadores da área de saúde afirmam, a experiência da equipe do Centro de Mioma, e principalmente a atuação das psicólogas nos atendimentos pré e pós operatórios, indicam que além dos sintomas clínicos, a presença de miomas uterinos provoca também uma série de impactos emocionais nas mulheres portadoras. 
Tais impactos podem se iniciar na vida das mulheres antes mesmo do diagnóstico comprovado. Isso ocorre porque muitas vezes a mulher possui os miomas e alguns sintomas, mas ainda não procurou ajuda médica ou ainda não foi identificada a presença deles e portanto, confirmado o diagnóstico. O fato é que os miomas uterinos podem provocar uma série de impactos emocionais na vida das mulheres, culminando com uma perda progressiva da qualidade de vida.

Entre uma série de sintomas que os miomas podem causar, podemos citar alguns que estão mais relacionados aos impactos emocionais na vida da mulher: sangramentos, cólicas, aumento do volume abdominal, dor durante as relações sexuais e dificuldade para engravidar ou para manter a gestação.

Estes sintomas vão, em maior ou menor grau, fazendo parte da vida das mulheres. Elas vão criando rotinas e hábitos, ainda que muitas vezes sem perceber, para adaptar a vida e conviver com os sentimentos gerados. Cabe ainda ressaltar que o impacto emocional e suas repercussões têm a peculiaridade de atingir não apenas a mulher, mas também sua rede familiar mais próxima e o cônjuge ou namorado.

1. SANGRAMENTO: Gera comportamentos evitativos para não passar situações embaraçosas.
a. Sentimento constante de insegurança se algum sangramento vai ocorrer;
b. Ter que usar continuamente absorventes, normalmente os de maior tamanho;
c. Privar-se de certas atividades por medo de passar situações constrangedoras, como exercícios físicos, ir a praia ou piscina, andar de carro, taxi ou carona sem levar proteção para o estofado;
d. Carregar sempre uma muda de roupa extra e absorventes;

2. CÓLICAS:
a. Necessidade de conviver constantemente com a dor ou o medo de que a dor retorne;
b. Ingestão frequente de medicamentos analgésicos;
c. A dor gerando impedimentos para a prática de atividade de lazer e também de trabalho ou tarefas domésticas e rotineiras.

3. AUMENTO ABDOMINAL: Afeta a auto estima da mulher
a. Diminuição da auto estima da mulher por estar “com a barriga maior”;
b. Necessidade de mudança no vestuário;
c. Ser confundida com uma mulher grávida pela projeção da barriga e o constrangimento associado a isso ou frustração por um desejo de realmente estar grávida sem estar;
d. Experimentar um dos sinais associados à gestação sem estar grávida: a constante vontade de urinar.

4. DOR DURANTE A RELAÇÃO SEXUAL: O impacto na vida da mulher e/ou do casal
a. Queda na frequência de atividade sexual, ou mesmo ausência de vida sexual;
b. Impacto no casamento ou nos relacionamentos afetivos

5. DIFICULDADE PARA ENGRAVIDAR E/OU MANTER A GESTAÇÃO
a. Sentimentos de incapacidade, medo da infertilidade;
b. Impacto no casamento;
c. Vivência da dor e do luto pela perda de uma gestação.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O Ginecologista e sua importância na embolização dos miomas uterinos

A embolização dos miomas uterinos é um procedimento minimamente invasivo. Este tratamento dos miomas é realizado através do cateterismo das artérias uterinas e pela injeção de microesferas responsáveis pela obstrução do fluxo sanguíneo dos miomas.   Este processo faz com que os miomas entrem em degeneração, levando-os a reduzir de volume e consequentemente a melhora dos sintomas causados pelos miomas.

O procedimento de embolização dos miomas é realizado por um cirurgião vascular ou por um radiologista intervencionista habilitado em procedimentos endovasculares, estando qualificado a realizar uma série de procedimentos operacionais relacionados ao cateterismo arterial, a imaginologia angiográfica e a análise do resultado. Contudo, o trabalho do cirurgião vascular/radiologista intervencionista no tratamento dos miomas se limita exclusivamente a execução do procedimento de embolização dos miomas uterinos.

A pratica diária e a experiência que os ginecologistas possuem na avaliação de massas pélvicas, do sangramento uterino anormal e no tratamento cirúrgico de afecções ginecológicas, habilitam exclusivamente estes profissionais para a indicação de qual o tratamento mais adequado dos miomas uterinos em cada caso. E para a indicação do tratamento através da embolização dos miomas uterinos é necessário que o ginecologista esteja treinado e habituado a este tipo de procedimento. É necessário que ele esteja afeito aos riscos e benefícios da embolização dos miomas, principalmente quando comparada às outras opções de tratamento dos miomas, como a miomectomia e, até mesmo, a histerectomia.  Além disso, o ginecologista deve ter experiência suficiente na resolução das complicações não vasculares decorrentes da embolização dos miomas, como dor pélvica, infecções e parturição do mioma, haja visto que a grande maioria dos cirurgiões endovasculares não estarão habilitados a resolvê-las. 


Sendo assim, a embolização dos miomas uterinos não deve ser realizada sem a indicação expressa e sem o acompanhamento especializado de um ginecologista habituado a esta técnicaminimamente invasiva, reduzindo os riscos e as complicações e conferindo, sobretudo, melhores resultados ao procedimento.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Os vilões da alimentação no combate aos miomas

A medicina ainda não descobriu a causa exata dos miomas uterinos. No entanto, estudos científicos sugerem que fatores comportamentais possam predispor ao aparecimento e crescimento dos miomas.

Sabemos a importância que a alimentação tem em nossas vidas e a capacidade que ela tem em influenciar no desenvolvimento de diversas doenças. Em relação aos miomas diversos estudos se propõem a comprovar associações entre a dieta e risco para o mioma uterino.

Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition sugere que mulheres que baseiam sua alimentação em índices glicêmicos elevados possuem um maior risco ao aparecimento dos miomas uterinos. Bebidas açucaradas, doces em geral, pão branco e arroz branco são alimentos com altos índices glicêmicos e podem levar a picos de açúcar no sangue e níveis de insulina mais elevados, que estão relacionados a outros hormônios que estimulam o crescimento dos miomas uterinos.

Este estudo também relatou a evidência de que mulheres que comem muita carne, presunto e outras carnes vermelhas estão mais propensas aos miomas, enquanto as que possuem uma dieta rica em peixes, verduras e frutas parecem diminuir este risco. As mulheres que comem pelo menos duas porções de frutas por dia estavam menos propensas e ter miomas. O estudo acrescenta que os antioxidantes presentes na fruta podem diminuir o risco de se ter miomas.

Enquanto os investigadores continuam em busca da causa definitiva e das técnicas possíveis na prevenção dos miomas, é altamente recomendado às mulheres a prática de exercícios físicos preferencialmente ao ar livre, uma alimentação balanceada e consultas periódicas ao ginecologista.


Fonte:
http://centrodemioma.com.br/os-viloes-da-alimentacao-no-combate-aos-miomas/

Link do estudo:
http://ajcn.nutrition.org/content/91/5/1281.full?sid=e2de21d8-eea6-4fed-933d-776dfa4196a7


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Vitamina D pode reduzir o risco de miomas uterinos

Um estudo divulgado no último dia 15 de abril pelo National Institutes of Health dos Estados Unidos da América evidenciou que mulheres que possuem níveis adequados de vitamina D apresentam um risco 32% menor de desenvolver miomas uterinos do que mulheres com deficiência de vitamina D. 

O estudo foi realizado em 1.036 mulheres com idade entre 35 e 49 anos, que vivem na região de Washington D.C., e foram acompanhadas entre os anos de 1996 e 1999. Neste estudo, os miomas foram rastreados através de exames de ultrassonografia e os níveis sanguíneos de vitamina D foram medidos através da dosagem da 25-hidroxi D. Níveis sanguíneos de 25-hidroxi D acima de 20 nanogramas por mililitro foram considerados suficientes, embora alguns especialistas considerem níveis ainda maiores como necessários para uma boa saúde. A vitamina D é produzida pelo nosso organismo quando a pele é exposta ao sol, ou então ser proveniente de alimentos e suplementos ricos em vitamina D.

As mulheres que participaram do estudo também responderam um questionário sobre exposição ao sol. Aquelas que responderam passar mais de uma hora por dia em ambientes abertos apresentaram um risco 40% menor de ter miomas. Embora, no estudo, menos mulheres negras possuírem níveis adequados de vitamina D do que mulheres brancas, a redução estimada da prevalência dos miomas foi aproximadamente a mesma em ambos os grupos étnicos. 
O autor do estudo, Donna Baird Ph.D., ressaltou que, embora os resultados sejam consistentes em estudos de laboratório, mais estudos em mulheres é necessário. 

Link da notícia: Vitamin D may reduce risk of uterine fibroids, according to NIH study

Referência do estudo: Baird DD, Hill MC, Schectman JM, Hollis BW. 2013. Vitamin D and the risk of uterine fibroids. Epidemiology; 24(3):447-453.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Embolização de Miomas - animação ilustrativa

A embolização dos miomas uterinos já é um tratamento consagrado para os miomas. Sua principal característica é ser uma tratamento minimamente invasivo que permite a preservação do útero através do tratamento dos sintomas causados pelos miomas, como por exemplo a redução do fluxo menstrual excessivo, diminuição das cólicas causadas pelos miomas e redução dos sintomas compressivos causados pelos miomas volumosos. Apesar de garantir a preservação do útero, a avaliação da melhor relação risco-benefício para tratamento dos miomas que causam infertilidade deve ser criteriosa e realizada sempre por um ginecologista habituado as mais diversas técnicas de tratamento dos miomas. 
Lembrando sempre que o sucesso do tratamento dos miomas depende de uma boa avaliação diagnóstica e da indicação correta do tratamento mais adequado.

Nesta postagem observamos um vídeo bastante explicativo de uma animação ilustrativa do procedimento de embolização dos miomas uterinos.



quarta-feira, 20 de março de 2013

Sobre Miomas na Rádio CBN

No dia 08/03/2013, Dia Internacional da Mulher, Dr. Michel Zelaquett, diretor do Centro de Mioma, foi entrevistado pelo apresentador Alves de Mello na Rádio CBN. 
Nesta entrevista Dr. Michel Zelaquett abordou temas importantes como o que são os miomas, quais os fatores predisponentes ao aparecimento dos miomas, os sintomas, a infertilidade causada pelos miomas e os tratamentos disponíveis. 
Vale a pena conferir. 


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Embolização de Artérias Uterinas para Tratamento de Miomas

Abaixo segue vídeo de uma aula ministrada no Encontro Carioca de Cirurgia Vascular 2011 pelo Dr. Felipe Murad, cirurgião endovascular responsável pelas embolizações dos miomas uterinos do Centro de Mioma
Nesta aula sobre Embolização de Artérias Uterinas para Tratamento de Miomas foram abordados temas como indicação, técnica e complicações da embolização de miomas. Além disso também foi citado a casuística do Centro de Mioma até a data da aula. 




segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sete passos para o sucesso da Miomectomia

Abaixo segue mais um video de uma miomectomia realizada por nossa equipe, demonstrando a viabilidade da cirurgia de miomectomia, retirada do mioma, SEM a necessidade de retirar o útero e preservando a fertilidade.
Observem como o sangramento é discreto, contrariando os que muitos dizem sobre a miomectomia.
Além disso, observem ao fim do video o aspecto final do útero reconstruído, sem o mioma e com o tamanho muito próximo ao de um útero que nunca teve mioma.
Com mais este vídeo sobre mioma e a cirurgia para tratamento dos miomas SEM a retirada do útero e preservação da fertilidade fica claro as bases para uma cirurgia de sucesso.

Os sete passos para uma miomectomia de sucesso, SEM a retirada do útero, são:

  1. Caso clínico bem estudado chegando a um diagnóstico preciso,
  2. Indicação cirúrgica correta,
  3. Preparo pré-operatório rigoroso,
  4. Equipe cirúrgica bem treinada e habituada a este tipo de cirurgia,
  5. Planejamento cirúrgico minucioso e detalhado,
  6. Técnica cirúrgica correta e bem aplicada,
  7. Acompanhamento pós-operatório rigoroso.

Esses princípios devem sempre ser respeitados, garantido assim o sucesso da cirurgia e o desejo da paciente de preservar o útero e resgatar a fertilidade. 



quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Dr. Michel Zelaquett fala sobre os miomas no programa Sem Censura

No dia 01/08/2012 Dr. Michel Zelaquett esteve no programa Sem Censura da TV Brasil falando sobre os miomas uterinos a apresentadora Leda Nagle e seus convidados.
Neste bate papo descontraído foram abordados temas como fatores predisponentes para o aparecimento dos miomas, seus diagnósticos e seus tratamentos, como a embolização dos miomas e a ablação dos miomas por ultra-som focalizado (ExAblate). 


Confira a entrevista no vídeo abaixo:


terça-feira, 8 de maio de 2012

Miomas Múltiplos

Outro grande desafio no tratamento dos miomas uterinos são os miomas múltiplos. Por definição, consideramos o diagnóstico de múltiplos miomas ou miomatose uterina quando uma paciente possui 4 miomas ou mais identificados nos exames de ultrassonografia ou de ressonância magnética. Estima-se que 84% das mulheres com miomas uterinos possuam múltiplos miomas.  No entanto, os casos mais complexos são aqueles em que a contagem do número de miomas se torna impossível em virtude da multiplicidade destes.
Nestes casos, por muito tempo a histerectomia (retirada do útero) foi a única opção de tratamento. Com o surgimento da embolização dos miomas uterinos, uma nova esperança surgiu no horizonte das mulheres que ainda desejavam preservar o útero. No entanto, nas mulheres que desejavam preservar o útero com o intuito de gestar, a embolização ainda não se mostrou como melhor opção de tratamento, restando apenas a miomectomia (cirurgia de retirada dos miomas). Vale lembrar que os miomas múltiplos são uma contra-indicação clássica para o tratamento com o ExAblate. 

A multiplicidade dos miomas sempre foi uma barreira para o ginecologista não habituado ao tratamento cirúrgico dos miomas com a preservação do útero. O receio de hemorragia intra-operatória ainda faz com que muitos casos evoluam para histerectomia. Contudo, em mãos de cirurgiões experientes a cirurgia miomectomia em miomas múltiplos pode ser bem sucedida mesmo quando o número de miomas parece ser impossível de se preservar o útero. Esta abordagem cirúrgica tem por princípio o restabelecimento da arquitetura original do útero realizando a retirada dos principais miomas e de outros miomas menores, desde que a retirada dos menores não prejudique o resultado final e não ponha em risco a preservação do útero e o resgate da fertilidade, objetivo da grande maioria destas cirurgias.

Abaixo segue um vídeo com alguns exemplos demonstrando que a cirurgia de miomectomia em múltiplos miomas, SEM a retirada do útero, é possível:


         

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Mioma Gigante

Muitas vezes úteros volumosos com grandes miomas assustam. Seja pelas poucas opções terapêuticas, seja pela complexidade do tratamento. Miomas gigantes são aqueles que se estendem acima da cicatriz umbilical. Nestes casos o tratamento medicamentoso não é eficaz, pois a diminuição do volume não é satisfatória para redução dos sintomas e após a interrupção da medicação os miomas podem voltar a crescer. O tratamento com ExAblate é limitado para miomas de até 12 centímetros. A embolização é uma opção de tratamento, no entanto, mesmo que a redução do volume do útero alcance 50% do volume total ainda assim estaremos diante de um útero muito volumoso, sendo muitas vezes necessário o tratamento cirúrgico depois. Além disso, a Diretriz de Utilização para embolização segundo a ANS não recomenda a embolização dos miomas para úteros acima da cicatriz umbilical. 

Sendo assim, resta apenas o tratamento cirúrgico para miomas gigantes. Nestes casos a histerectomia (retirada do útero) é sempre uma opção. Contudo, os miomas gigantes também acometem mulheres que desejam preservar o útero e que ainda desejam gestar. Faz-se, então necessário a realização da miomectomia com preservação do útero e resgate da fertilidade. 

Abaixo temos um vídeo mostrando que na maioria das vezes é possível a retirada do mioma com preservação do útero, das trompas e dos ovários.

Depoimento